Marketing Tribal é uma técnica cujo objectivo é a criação de grupos de indivíduos que partilhem os mesmos interesses em produtos, marcas ou serviços.
Esta técnica visa fortalecer os laços existentes com o consumidor, ou seja, consumo torna-se agora algo emocional. O marketing tribal preocupa-se então com a exploração do lado sentimental/emocional dos seus clientes em detrimento do lado racional. Preocupa-se em avaliar a personalidade, os sentimentos e motivações da sua “tribo” e desta forma personalizar cada vez mais os seus produtos/marcas de acordo com esta. “Actualmente, pela sua própria definição, o marketing tribal prefere uma relação mais pessoal entre a organização e o consumidor. A Empresa deve entrar na tribo de forma cuidadosa e partilhar a mesma linguagem, emoções e rituais”. (Cova, B., Kozinets, R., Shankar, A. (2007). Consumer Tribes. B.H. Catching).
Desta forma podemos aferir que os critérios psicográficos assumam um plano de maior destaque em detrimento de critérios sócio-demográficos usualmente utilizados.
Com esta aproximação ao consumidor, as marcas conseguem criar laços emocionais, graças à interacção eficaz com o seu público-alvo. Podemos considerar então que marcas de sucesso são aquelas que conseguem essa interacção com os consumidores, tornando-se quase parte da sua rotina diária.
E Portugal, o futebol assume um factor de destaque representativo da ligação emocional entre pessoas ou grupos e os seus respectivos clubes. Aproveitando esta ligação, verificamos a existência de campanhas neste sentido. A campanha efectuada pela Galp é um desses exemplos. Dirigiram-se a um público-alvo bem definido, adeptos de futebol, e criaram o cartão Fast Foot Fan associado aos três maiores clubes a nível nacional.

Também a Sumol, aproveitando a ligação emocional ao futebol, efectuou o lançamento de uma campanha denominada “Sumólicos Anónimos”, campanha essa que teve como figuras principais futebolístas um de cada um dos 3 maiores clubes portugueses. A utilização de jornais desportivos com “falsas capas” relativa a esta campanha foi uma das formas pela qual a campanha veio a público.
Fonte: http://dn.sapo.pt/2005/04/13/media/sumolicos_marca_imprensa.html

A marca Yorn e a OptimusTAG são também bons exemplos de aplicação de marketing tribal.A marca Yorn visa “atingir” uma tribo específica constituída por um público-alvo jovem e irreverente.
A OptimusTag promove a criação de uma comunidade Tag com chamadas e mensagens grátis entre telemóveis TAG. Desta forma estar-se-á a criar um grupo específico de consumidores, os TAG.
Fonte: http://www.optimustag.pt/
Vantagens:
As empresas podem criarem uma relação mais emocional e entusiástica com os consumidores.
Estes consumidores assumir-se-ão como defensores da marca.
A difusão da marca/produto é efectuada de forma rápida, efectuada por exemplo com recurso a blogs, fóruns, emails, etc. ou de boca-em-boca.
A interacção das “tribos” e das empresas permitindo a obtenção de informação importantes para a melhor satisfação dos consumidores.
Desvantagens:
Esta técnica poderá ter altos investimentos para tornar um produto ou marca numa “moda”. Logo necessidade de grandes recursos financeiros.
Normalmente, as expectativas de uma tribo face a um produto ou marca são sempre elevadas, pelo que um erro da empresa poderá significar o abandono da tribo, ou, se um membro desta não gostar do produto vai influenciar negativamente toda a tribo.