Punk Marketing

5 01 2009

punkPUNK’S NOT DEAD!!….

Punk marketing é uma maneira ousada de fazer as coisas, uma maneira de quebrar com o passado e com o Marketing tal qual o conhecíamos. Actualmente, para conquistar um consumidor não chega criar “mecanismos” de Marketing. Será necessário respeitá-lo, desafiá-lo, tratá-lo com inteligência e…. “picá-lo”! Não se deverão esperar novas ideias e técnicas novas mas sim, irreverência e ousadia.! È necessário pensar diferente, inovar, arriscar, ousar, enfim…é preciso aceitar que quem manda agora é o consumidor! Retrocedendo ao final da década de 70, ser punk marketing é ser “Sex Pistols” ou “Clash”, é dar a “pedrada no charco” quebrando o tradicional e criar novas formas de comunicação arrojadas, adequadas à realidade do mercado actual.

Segundo Richard Laermer e Mark Simmons, autores do livro Punk Marketing, “Punk Marketing é uma atitude punk1de rebelião contra o tradicional. Uma nova forma de marketing que rejeita o status quo e reconhece o deslocamento do poder das corporações para os consumidores”. Vão ainda mais longe ao afirmar que “o marketing, tal como o conhecemos, morreu”. Desta forma, a ideia que prevalece é a de que, ou os profissionais de marketing dão “um grito de revolta” acompanhando a mudança ou certament “morrerão” junto com o marketing do passado.

No passado não muito distante, os consumidores absorviam toda a publicidade que passava nos escassos canais televisivos, Actualmente, vivemos numa era em que não mais os consumidores enfretam esta invasão publicitária. O “zapping” de canais, a internet, as redes digitais, as telecomunicações móveis, os fóruns e blogs de opinião dos consumidores, são as novas alternativas, logo e neste momento, todo poder de decisão está totalmente do lado do consumidor.

Os autores do já referido livro, criaram ainda um manifesto do Punk Marketing compostos por 15 pontos diferentes. São eles:

- “se não arriscar morre”

Em tempos de mudança o maior dos riscos de todos é não arriscar. 

-“desafie as assumpções da indústria”

Tudo o que assumimos é normalmente uma meia-verdade ou generalização que em algum momento teve um objectivo. 

- “mantenha uma posição firme”

Não tentar ser tudo para todos. Defina a sua posição. 

- “não ceda aos clientes”

Apesar de importantes, os clientes não têm necessariamente razão.

 - “não seja controlador”

São os consumidores que agora controlam! 

- “nunca perca a honestidade”

Criar relacionamentos de confiança entre marca/produto e consumidor que, como entre pessoas, têm por  base a honestidade. 

- “crie inimigos”

Todas as marcas necessitam posicionar-se como alternativa.

- “deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca”

É importante não revelar todos os “segredos” da marca de uma só vez.

- “pense à frente dos rivais”

Ser mais inteligente do que concorrente e trabalhar em antecipação.

- “não se deixe iludir pela tecnologia”

O meio já não é o mais importante. O mais importante é sim…a mensagem! 

- “mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas”

Devemos saber sempre em que é que somos bons e continuar a sê-lo. Não devemos nunca tentar ser algo que não somos. 

- “comunique com simplicidade”

Vá directo ao assunto. Expresse-o de uma forma clara e simples. 

-  “aposte sempre na qualidade”

Ser bom já não significa muito, enquanto ser mau poderá causar mais mal do que não fazer nada.

- “use novas ferramentas de marketing”

Use por exemplo blogs ou outros  “social networking sites” tais como: MySpace, You Tube, Facebook , Second Life, etc.

-  “interrogue-se constantemente”

 

 

Não receie a mudança. Hoje, tudo tem a ver com interacção e não com definição.

 

Fonte: http://imagensdemarca.sapo.pt/opinioes/detalhes.php?id=699


Vantagens:
Possibilidade de grandes resultados com pouco investimento, assente na diferença, inovação e ousadia.

Os resultados poderão ser imediatos.

As campanhas efectuadas com esta técnica de comunicação são têm grande impacto junto dos consumidores, o que se poderá traduzir em reconhecimento ou notoriedade da marca.

 
Desvantagens:
Em empresas de grande dimensão e em estruturas “pesadas”, a adaptação destas as estas novas técnicas, poderá ser mais difícil bem comoo acompanhamento da evolução dos consumidores

Como nem sempre os objectivos das campanhas de comunicação são atingidos, e dada a forma arrojada e ousada como a comunicação deverá ser feita, se mal interpretada, poderá resultar num efeito contrário às expectativas resultando em publicidade negativa. O exemplo que se segue disso é prova:

 

homo” Em França, a Associação de Profissionais por uma Publicidade Responsável censurou uma campanha que mostra dois homens nus numa cama, segundo noticiou o jornal El País. O cartaz, que faz parte de uma campanha institucional contra a propagação do vírus da sida entre os homossexuais, foi considerado demasiado explícito.O veto da associação fez com que outras organizações, como Act Up Paris, dedicadas à luta contra a sida, criticassem a censura já que, segundo dizem, este tipo de incómodo depende se aparecem gays ou heterossexuais nos anúncios. “Este tipo de medida não se aplica quando os protagonistas são heterossexuais. É um agravo para a comunidade gay”, declarou um porta-voz da associação ao El País.

O grupo exigiu que continue a divulgação da campanha tanto nos meios gays como nos outros meios de comunicação e que o Instituto Nacional de Prevenção e Educação para a Saúde e o Ministério da Saúde condenem o veto da campanha por parte da Associação de Profissionais por uma Publicidade Responsável.”

Fonte:www.meiosepublicidade.pt/2008/01/04/franca-censura-cartaz-sobre-sida-entre-homossexuais/


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