
Product Placement
25 01 2009
Product Placement consiste numa técnica de comunicação que visa a apresentação de marcas comerciais durante a emissão de programas de entretenimento, como se fossem adereços deste. Estas marcas/produtos aparecem com o objectivo de reforçar a sua notoriedade ou para alimentar o lançamento de um novo produto. Como tal, as marcas escolhem os programas mas também as personagens às quais se querem ver associadas. Desta forma, está criado o substituto ao tradicional anúncio publicitário, emitidos geralmente nos intervalos dos programas, os quais ficam dependentes da vontade do consumidor e da sua decisão de os ver ou não. Esta técnica é já utilizada frequentemente, o que leva a departamentos de marketing juntamente com os realizadores de programas, definirem estratégias para que a marca ou produto possa “subtilmente” ser apresentada durante estes programas.
O product placement é a inclusão de marcas comerciais (de todo o género) dentro de conteúdos de entretenimento e ficção, como se fossem adereços, por exemplo bebidas, carros, cereais ou detergentes. Estas marcas aparecem para reforçar a sua notoriedade ou lançar um novo produto. Escolhem não só os programas mas também os protagonistas com os quais o consumidor da marca se identifica. O product placement é uma forma de negociação publicitária, da mesma “família” do soft sponsoring, do barter, da inclusão de produtos, da manipulação de conteúdos e do financiamento de programas. Os pu- blicitários reúnem esta área de negócio numa definição mais abrangente a que chamam branded entertainment.
Fonte:http://dn.sapo.pt/2005/12/14/media/do_estamos_a_falar.html
Podemos enumerar alguns exemplos dessa técnica.

Os filmes mais recentes da saga 007 têm associado à sua imagem alguns produtos que têm dado alguma visibilidade e reforçado a notoriedade destes. São o caso da marca automóvel Aston Martin e dos relógios Omega que aparecem frequentemente durante os filmes.
Desta forma, ao associarem-se a este ícone cinematográfico, as marcas denotam a preocupação de comunicar sofisticação, estilo, tecnologia e requinte sem dúvidas associados ao agente secreto criado por Ian Fleming. A Aston Martin inclusivé lançou um modelo denominado Aston Martin DBS 007 Edition enquanto a Omega lançou os relógio Omega 007 Seamaster Limited Edition.
Em Portugal, um dos exemplos mais mediáticos foi a associação do refrigerante Sumol à séria Morangos com Açúcar.

Vantagens:
Sem custos de produção de spots publicitários, logo comparando com publicidade normal, o factor custo/benefício é superior.
Não dependente do fenómeno ‘zapping’ geralmente associado ao bloco publicitário.
Ligação de emotividade do consumidor pela associação da marca personalidades/eventos mediáticos
Desvantagens:
Se a associação da marca às personagens, aos conteúdos, aos programas, etc., não se identificar com os valores da marca ou dos consumidores poderão resultar em efeitos negativos.
Se a marca estiver ligada a um momento negativo no programa, certamente que a associação será também negativa.
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Buzz Marketing
25 01 2009
Buzz Marketing é uma técnica de comunicação que estimula os consumidores a passar uma determinada mensagem para outros consumidores. Em virtude dos orçamentos estarem cada vez mais reduzidos, é importante que arranjar formas de fazer publicidade a baixo custo, e esta é uma das formas. Muitas vezes associamos o Buzz marketing ao marketing viral, uma vez que também este consiste numa técnica que normalmente é patrocinada por uma determinada marca, e faz com que um maior número de utilizadores tenha conhecimento de um determinado produto ou serviço.
Conforme Arthur D. Little, “trata-se de uma das novas estratégias de marketing que encoraja indivíduos da sociedade a repassar uma mensagem de marketing para outros, criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na influência da mensagem. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenômeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoas“.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Buzz_marketing
Muitas campanhas são elaboradas de forma a passar uma mensagem que por si só desperte o interesse e leve os consumidores, perante algo de diferente ou marcante, captar a atenção e, em conversa, despertar a curiosidade de “algo” que é falado.
Esse “buzz”, ou traduzindo, zumbido, vai passando de boca-em-boca, de quem o conhece para quem é convidado a conhecer, resultando num passa a palavra para divulgação de uma marca ou produto.
Como exemplos, podemos referir a campanha efectuada pela Renault em Lisboa.

A Renault anunciou o regresso da Fórmula 1 a Portugal com a realização de um Renault Roadshow F1, um evento que passou por algumas das maiores cidades do mundo, tendo-se realizado também na capital portuguesa. Numa operação desenvolvida em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa e a Polícia de Segurança Pública, foi possível assistir à passagem de um F1 da Renault pelas ruas de Lisboa. A exemplo daquilo que tem acontecido nos outros países, esta acção promocional da Renault foi completamente gratuita. Esta estratégia de comunicação levou a que este evento fosse comentado e bastante divulgado sendo de aferir que a maior forma de divulgação terá sido certamente, de boca-em-boca.
Fonte: http://aeiou.turbo.pt/canal.aspx?channelid=5855C7CE-60D3-4A32-B48F-D8D05D3F777F&contentid=34781283-07F2-496D-9DB1-09E6398B3445

Mas como nem tudo tem que ter bons resultados e como exemplo do que considero uma campanha mal idealizada, refiro a última campanha da cerveja Tagus, que apresenta o Orgulho Hetero como conceito de comunicação para formar uma comunidade online promovendo o convívio entre jovens de sexo oposto. Contudo, a forma como a Tagus decidiu conduzir a campanha teve conotações provocatórias, provocando reacção de algumas organizações defensoras dos direitos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), Algumas alusões ao facto de “Falar de Orgulho Gay e Orgulho Hetero é, como, por exemplo, falar de Orgulho Branco e Orgulho Negro, levou a associações a opressão e discriminação social. Esta campanha, pelo tema forte que pretende atingir, seguramente provocaria “buzz” entre os consumidores, mas desta forma, com resultados negativos.
Fonte: http://www.meiosepublicidade.pt/2007/11/23/campanha-orgulho-hetero-da-tagus-ja-chegou-ao-icap/
Vantagens:
Custos extremamente reduzidos;
A marca/produto é quase sempre publicitada a um número enorme de consumidores de uma forma simples e de fácil compreensão para estes.
Desvantagens:
A mensagem transmitida pode levar a uma distorção quase inevitável;
As empresas não conseguem direccionar sempre as mensagem, correndo o risco de o tipo de consumidor não pretendido.
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Marketing Digital
23 01 2009
Marketing digital é uma técnica de comunicação que recorre à utilização de tecnologias, como por exemplo, a internet e os telemóveis, através das quais as empresas ou organizações podem promover os seus produtos, conquistarem novos clientes e comunicarem com o seu público alvo.
A nova tendência de pesquisar mercados, divulgar produtos, serviços e marcas corporativas nesse ambiente virtual é que podemos definir como o objetivo principal doMarketing Digital.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_digital
Dentro do marketing digital, facilmente poderemos encontra uma outra técnica de comunicação: o marketing viral, também esta utilizando campanhas de marketing suportadas na internet, com o uso de blogues, propagação através de mails, forúns, etc. Outro exemplo claro da utilização do marketing digital é o e-commerce, onde empresas comercializam produtos e serviços através da internet, tendo sites específicos para o efeito, por vezes utilizando a técnica de marketing viral, para o “reencaminhamento” dos utilizadores da internet a este.
Mais recentemente, assistimos também a uma utilização desta técnica com um fim bem definido, a política.
A campanha levada a cabo por Barack Obama é disso exemplo. Estamos perante um Marketing Digital Político!
Os americanos poderiam conhecer o candidato online, fazer downloads de imagens de Obama e subscrever e receber no telemóvel toda a informação actualizada sobre a agenda política do candidato. Desta forma, além da informação aos eleitores, Também os responsáveis pela campanha passavam a dispor de uma ferramenta estatística, contabilizando os subscritores, os potenciais votantes, e medindo os assuntos que mais interessavam aos americanos, podendo desta forma ajustar o discurso político do candidato aos assuntos mais visados. O partido de Barack Obama apostou nas ferramentas digitais, contando com um blog, um canal tv e comunidades online segmentadas para americanos judeus, árabes, entre outros que permitiam auscultar opiniões, tendências de voto, a força e o impacto dos discursos de Obama nos seus potenciais votantes. A inclusão de Barack Obama no Facebook, no My Space, no Flickr, etc foram outra das estratégias da campanha.
http://www.barackobama.com/index.php
Vantagens:
Baixo custo de investimento, rapidez de execução das campanhas e grande cobertura de audiência. Possibilidade de controlar satisfação, benefícios do seu publico-alvo
Desvantagens:
O facto de actualmente as campanhas na internet serem aos milhares, este técnica de comunicação de massas poderá ter dificuldade em captar a atenção do público a que se destina.
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Search Engine Optimization (SEO)
23 01 2009
SEO – Search Engine Optimization, cuja tradução para o português significa Optimização para Motores de Pesquisa, é conjunto de estratégias que têm como objectivo melhorar o posicionamento de um site nas páginas de resultados naturais dos motores de pesquisa.
O processo de Search Engine Optimization engloba a aplicação de um conjunto de técnicas cujo objectivo passa por assegurar um eficiente posicionamento dos conteúdos de um site de forma a alcançar uma posição de destaque nos motores de pesquisa, gerando assim um aumento exponencial da sua visibilidade.
Fonte: http://www.dri.pt/pt/servicos/web_marketing/search_engine_optimization.html
Numa óptica de marketing, a sua aplicação e utilização é por demais importante uma vez que, ao posicionar o site de uma marca e/ou empresa nos lugares de destaque do resultado de pesquisa de um qualquer motor de pesquisa online, como por exemplo o Google, o Sapo, o Altavista, etc rapidamente dá a conhecer a empresa/marca e a destaca dos restantes concorrentes, elevando o grau de importância e associando-a à procura e motivo da necessidade a ser satisfeita do potencial consumidor.
O resultado então da utilização das técnicas de SEO é o melhor posicionamento do site de uma empresa/marca numa
página de resultados de uma pesquisa. De qualquer modo, o SEO é uma prática sem garantias, ou seja, não é possível garantir que site de uma empresa/marca fique em primeiro numa pesquisa, pois o único capaz disto seria o próprio site de busca como o Google, Altavista, etc.
Com o SEO surgiu com a nova geração de motores de pesquisa. Antes, a organização do links numa página de resultado era alfabética como nos directórios Web. Na nova geração de ferramentas de pesquisa, o posicionamento passou a depender da relevância. Esta relevância é definida por algoritmos, que são cálculos que servem para definir o quanto uma página é importante. Um dos mais conhecidos algoritmos de busca é o Google PageRank.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/PageRank
http://www.google.com/corporate/tech.html
Vantagens:
Esta técnica de marketing tem reduzidos custos implementação. De salientar o facto de os utilizadores e visitantes das páginas serem efectivamente utilizadores com real interesse, uma vez que o redireccionamento para uma visite online apenas de utilizadores que efectivamente tem interesse no conteúdo de site que se pretende difundir.
Desvantagens:
O facto de se ter acesso Online (Web 2.0), ou seja, apenas está disponível para alguns dos potenciais consumidores e requer um certo nível de conhecimentos informáticos quer do utilizador, quer de quem pretende utilizar SEO para o site online que possui e pretende ver divulgado e melhorado.
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Marketing Relacional
21 01 2009
O Marketing Relacional tem como objectivo assegurar um relacionamento estável e duradouro entre as organizações/empresas e os clientes/consumidores. O aumento de competitividade e exigências do mercado a que as empresas actualmente são sujeitas, foram o mote para o seu desenvolvimento. A escassez de novos clientes e a imperiosa necessidade de preservar os existentes, levaram à necessidade de investir nesse relacionamento, de modo a prolongar no tempo a relação cliente/empresa. Deste modo, estamos perante uma forte aposta não só em atrair mas, principalmente, fidelizar.
A definição adoptada por Evert Gummesson (2002): “Marketing Relacional é Marketing baseado na interacção entre redes de relações.” define bem esse relacionamento.
A actual conjuntura económica mundial, é uma boa oportunidade para a adopção desta técnica de comunicação. Cada vez mais a fidelização dos clientes se torna a pedra basilar, constituindo um factor importante para o êxito empresarial.
Valores fundamentais do Marketing Relacional:
- Focalizar nas relações de longo prazo e nas relações Win-Win (princípios de benefícios mútuos);
- Assumpção de ambas as partes na pro-actividade e responsabilidade na relação, ou seja, co-responsabilização do cliente no sucesso da relação;
- Antecipar necessidades e obter o máximo de informações sobre os clientes.
Conceitos e meios do Marketing Relacional:
- Investimento em relações/parcerias;
- Gestão da carteira de clientes;
- Aplicação de uma política de marketing individualizado (se possível);
- Desenvolvimento de programas de fidelização de clientes;
- Utilização de CRM, Database marketing e outras ferramentas tecnológicas para tratamento de informação.
A Galp Energia constitui um excelente exemplo da aplicação do Marketing Relacional.
Com o objectivo de criar de valor para os seus clientes, a Galp Energia criou Programas de Fidelização entre outras acções. Exemplos:
- Programa “Fast Galp”;

- Programa “Galp Frota”;
- Programa “Cliente Primeiro”;
- Programa “Fast and Friendly”;
- Programa “Galp Paycard” e “Galpbiopay”;
- Programa “Assistência Fast ”;
- Programa “Fastaccess”;
- Programas de “Excelência de Serviços”;
- Existência de um Call Center;
- Linha de produtos Galp Care;
- Seguro Galp Gás;
- Organização de espectáculos.
Fontes: www.galp.pt ; Revista FastGalp
Vantagens:
Dada a grande componente relacional, poder-se-á reforçar a relação de confiança e parceria, conseguindo um grande aliado na recomendação a outros consumidores.
Desvantagens:
O inverso também funcionará fortemente de modo negativa. Perante uma má experiencia ou uma expectativa não satisfeita, o consumidor poderá funcionar como um concorrente, falando inevitavelmente mal do produto ou marca passando uma má imagem destes ao seu circuito de relações.
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Marketing Tribal
18 01 2009
Marketing Tribal é uma técnica cujo objectivo é a criação de grupos de indivíduos que partilhem os mesmos interesses em produtos, marcas ou serviços.
Esta técnica visa fortalecer os laços existentes com o consumidor, ou seja, consumo torna-se agora algo emocional. O marketing tribal preocupa-se então com a exploração do lado sentimental/emocional dos seus clientes em detrimento do lado racional. Preocupa-se em avaliar a personalidade, os sentimentos e motivações da sua “tribo” e desta forma personalizar cada vez mais os seus produtos/marcas de acordo com esta. “Actualmente, pela sua própria definição, o marketing tribal prefere uma relação mais pessoal entre a organização e o consumidor. A Empresa deve entrar na tribo de forma cuidadosa e partilhar a mesma linguagem, emoções e rituais”. (Cova, B., Kozinets, R., Shankar, A. (2007). Consumer Tribes. B.H. Catching).
Desta forma podemos aferir que os critérios psicográficos assumam um plano de maior destaque em detrimento de critérios sócio-demográficos usualmente utilizados.
Com esta aproximação ao consumidor, as marcas conseguem criar laços emocionais, graças à interacção eficaz com o seu público-alvo. Podemos considerar então que marcas de sucesso são aquelas que conseguem essa interacção com os consumidores, tornando-se quase parte da sua rotina diária.
E Portugal, o futebol assume um factor de destaque representativo da ligação emocional entre pessoas ou grupos e os seus respectivos clubes. Aproveitando esta ligação, verificamos a existência de campanhas neste sentido. A campanha efectuada pela Galp é um desses exemplos. Dirigiram-se a um público-alvo bem definido, adeptos de futebol, e criaram o cartão Fast Foot Fan associado aos três maiores clubes a nível nacional.

Também a Sumol, aproveitando a ligação emocional ao futebol, efectuou o lançamento de uma campanha denominada “Sumólicos Anónimos”, campanha essa que teve como figuras principais futebolístas um de cada um dos 3 maiores clubes portugueses. A utilização de jornais desportivos com “falsas capas” relativa a esta campanha foi uma das formas pela qual a campanha veio a público.
Fonte: http://dn.sapo.pt/2005/04/13/media/sumolicos_marca_imprensa.html

A marca Yorn e a OptimusTAG são também bons exemplos de aplicação de marketing tribal.A marca Yorn visa “atingir” uma tribo específica constituída por um público-alvo jovem e irreverente.
A OptimusTag promove a criação de uma comunidade Tag com chamadas e mensagens grátis entre telemóveis TAG. Desta forma estar-se-á a criar um grupo específico de consumidores, os TAG.
Fonte: http://www.optimustag.pt/
Vantagens:
As empresas podem criarem uma relação mais emocional e entusiástica com os consumidores.
Estes consumidores assumir-se-ão como defensores da marca.
A difusão da marca/produto é efectuada de forma rápida, efectuada por exemplo com recurso a blogs, fóruns, emails, etc. ou de boca-em-boca.
A interacção das “tribos” e das empresas permitindo a obtenção de informação importantes para a melhor satisfação dos consumidores.
Desvantagens:
Esta técnica poderá ter altos investimentos para tornar um produto ou marca numa “moda”. Logo necessidade de grandes recursos financeiros.
Normalmente, as expectativas de uma tribo face a um produto ou marca são sempre elevadas, pelo que um erro da empresa poderá significar o abandono da tribo, ou, se um membro desta não gostar do produto vai influenciar negativamente toda a tribo.
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Punk Marketing
5 01 2009
PUNK’S NOT DEAD!!….
Punk marketing é uma maneira ousada de fazer as coisas, uma maneira de quebrar com o passado e com o Marketing tal qual o conhecíamos. Actualmente, para conquistar um consumidor não chega criar “mecanismos” de Marketing. Será necessário respeitá-lo, desafiá-lo, tratá-lo com inteligência e…. “picá-lo”! Não se deverão esperar novas ideias e técnicas novas mas sim, irreverência e ousadia.! È necessário pensar diferente, inovar, arriscar, ousar, enfim…é preciso aceitar que quem manda agora é o consumidor! Retrocedendo ao final da década de 70, ser punk marketing é ser “Sex Pistols” ou “Clash”, é dar a “pedrada no charco” quebrando o tradicional e criar novas formas de comunicação arrojadas, adequadas à realidade do mercado actual.
Segundo Richard Laermer e Mark Simmons, autores do livro Punk Marketing, “Punk Marketing é uma atitude
de rebelião contra o tradicional. Uma nova forma de marketing que rejeita o status quo e reconhece o deslocamento do poder das corporações para os consumidores”. Vão ainda mais longe ao afirmar que “o marketing, tal como o conhecemos, morreu”. Desta forma, a ideia que prevalece é a de que, ou os profissionais de marketing dão “um grito de revolta” acompanhando a mudança ou certament “morrerão” junto com o marketing do passado.
No passado não muito distante, os consumidores absorviam toda a publicidade que passava nos escassos canais televisivos, Actualmente, vivemos numa era em que não mais os consumidores enfretam esta invasão publicitária. O “zapping” de canais, a internet, as redes digitais, as telecomunicações móveis, os fóruns e blogs de opinião dos consumidores, são as novas alternativas, logo e neste momento, todo poder de decisão está totalmente do lado do consumidor.
Os autores do já referido livro, criaram ainda um manifesto do Punk Marketing compostos por 15 pontos diferentes. São eles:
- “se não arriscar morre”
Em tempos de mudança o maior dos riscos de todos é não arriscar.
-“desafie as assumpções da indústria”
Tudo o que assumimos é normalmente uma meia-verdade ou generalização que em algum momento teve um objectivo.
- “mantenha uma posição firme”
Não tentar ser tudo para todos. Defina a sua posição.
- “não ceda aos clientes”
Apesar de importantes, os clientes não têm necessariamente razão.
- “não seja controlador”
São os consumidores que agora controlam!
- “nunca perca a honestidade”
Criar relacionamentos de confiança entre marca/produto e consumidor que, como entre pessoas, têm por base a honestidade.
- “crie inimigos”
Todas as marcas necessitam posicionar-se como alternativa.
- “deixe que os consumidores descubram a qualidade da sua marca”
É importante não revelar todos os “segredos” da marca de uma só vez.
- “pense à frente dos rivais”
Ser mais inteligente do que concorrente e trabalhar em antecipação.
- “não se deixe iludir pela tecnologia”
O meio já não é o mais importante. O mais importante é sim…a mensagem!
- “mantenha-se fiel às suas vantagens competitivas”
Devemos saber sempre em que é que somos bons e continuar a sê-lo. Não devemos nunca tentar ser algo que não somos.
- “comunique com simplicidade”
Vá directo ao assunto. Expresse-o de uma forma clara e simples.
- “aposte sempre na qualidade”
Ser bom já não significa muito, enquanto ser mau poderá causar mais mal do que não fazer nada.
- “use novas ferramentas de marketing”
Use por exemplo blogs ou outros “social networking sites” tais como: MySpace, You Tube, Facebook , Second Life, etc.
- “interrogue-se constantemente”
Não receie a mudança. Hoje, tudo tem a ver com interacção e não com definição.
Fonte: http://imagensdemarca.sapo.pt/opinioes/detalhes.php?id=699
Vantagens:
Possibilidade de grandes resultados com pouco investimento, assente na diferença, inovação e ousadia.
Os resultados poderão ser imediatos.
As campanhas efectuadas com esta técnica de comunicação são têm grande impacto junto dos consumidores, o que se poderá traduzir em reconhecimento ou notoriedade da marca.
Desvantagens:
Em empresas de grande dimensão e em estruturas “pesadas”, a adaptação destas as estas novas técnicas, poderá ser mais difícil bem comoo acompanhamento da evolução dos consumidores
Como nem sempre os objectivos das campanhas de comunicação são atingidos, e dada a forma arrojada e ousada como a comunicação deverá ser feita, se mal interpretada, poderá resultar num efeito contrário às expectativas resultando em publicidade negativa. O exemplo que se segue disso é prova:
” Em França, a Associação de Profissionais por uma Publicidade Responsável censurou uma campanha que mostra dois homens nus numa cama, segundo noticiou o jornal El País. O cartaz, que faz parte de uma campanha institucional contra a propagação do vírus da sida entre os homossexuais, foi considerado demasiado explícito.O veto da associação fez com que outras organizações, como Act Up Paris, dedicadas à luta contra a sida, criticassem a censura já que, segundo dizem, este tipo de incómodo depende se aparecem gays ou heterossexuais nos anúncios. “Este tipo de medida não se aplica quando os protagonistas são heterossexuais. É um agravo para a comunidade gay”, declarou um porta-voz da associação ao El País.
O grupo exigiu que continue a divulgação da campanha tanto nos meios gays como nos outros meios de comunicação e que o Instituto Nacional de Prevenção e Educação para a Saúde e o Ministério da Saúde condenem o veto da campanha por parte da Associação de Profissionais por uma Publicidade Responsável.”
Fonte:www.meiosepublicidade.pt/2008/01/04/franca-censura-cartaz-sobre-sida-entre-homossexuais/
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ENDOMARKETING – “Better inside to be the best outside”
5 01 2009
Endomarketing consistem em acções de marketing com o objectivo de adaptar estratégias e características do “marketing tradicional”, ou seja, o marketing utilizado normalmente pelas empresas para abordagens ao mercado, no seu próprio ambiente interno.
Desta forma está implícita a velha máxima de que “antes de vender um produto aos seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo” .
Nos últimos anos verifica-se que são cada vez maiores os investimentos e a preocupação com a área de marketing com o objectivo de atrair, conhecer e satisfazer os clientes. Entretanto, questões se levantam: as empresas sabem quem realmente são os seus clientes? Os clientes não podem ser vistos como apenas aqueles que compram e utilizam o seu produto ou serviço, mas sim, também aqueles que os vendem. São os chamados clientes internos ou colaboradores.
E será que estes “clientes” sabem o valor real do seu produto ou serviço?
Orientado neste sentido realizam-se acções de marketing voltada para a satisfação do cliente interno com o intuito de melhor atender os clientes externos. Endomarketing ou Marketing Interno tem-se tornando uma ferramenta de extrema importância para as organizações.
O principal benefício que se procura é o fortalecimento e construção de relacionamentos, compartilhando os objectivos da empresa e fortalecendo estas relações, inserindo a noção de que todos são clientes de todos também dentro das empresas.
Deste modo, o Endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto/serviço e o colaborador.
O Endomarketing deve ser trabalhado como uma ferramenta de comunicação e integração permanente. É importante que todos saibam os objectivos, estratégias, metas e formas de actuação, tornando assim possível entender e atender os clientes externos de forma mais coerente e eficaz.
Fonte: www.meiosepublicidade.pt/2006/07/28/Endomarketing/
Como exemplo de endomarketing podemos referir a campanha da Nestlé (Brasil) realizada junto dos seus funcionários. Estes poderiam concorrer aos prêmios instantâneos e ao “dia de craque”, da mesma forma que acontecia na acção direccionada para os seus clientes, neste caso consumidores finais.

Os funcionários interessados deveriam mandar um “código de funcionário” para participaçãonum concurso, concurso esse que não englobava o público em geral. Posteriormente receberiam um SMS que os informaria do lançamento de um filme promocional a decorrer no intervalo de determinada novela.
No momento do primeiro intervalo, logo após o filme promocional, eram enviadas mensagens de voz para os funcionários participantes no concurso, com comentários do Pelé sobre o lançamento do filme e da promoção e convidando os funcionários a participar do esforço de vendas.
Fonte: www.gsmhouse.net/index.php?showtopic=19828
Será então importante salientar que, com a implantação do endomarketing, as empresas criam uma boa oportunidade no mercado porque os seus colaboradores poderão receber informações adequadas para ter uma visão correcta da sua importância no bom atendimento ao cliente. Poder-se-á também, desta forma, suprir a eventual baixa motivação dos funcionários, sobretudo aqueles que têm contacto directo com o cliente, podendo constituir uma forte ameaça para o bom desempenho da empresa e satisfação dos seus clientes.
Vantagens:
Capacidade de criar meios para resposta mais rápida e mais directa às necessidades do cliente.
O facto dos funcionários estarem mais satisfeitos com o seu trabalho, promove o tratamento dos clientes com maior entusiasmo.
Os funcionários motivados são uma fonte importante de novas ideias e são necessários para a criação de boa publicidade boca a boca e para o aumento do índice de fidelização de clientes.
Contribui para a formação de um ambiente empresarial favorável, usando o conhecimento e os valores compartilhados por todos os que compõem a organização.
Desvantagens:
A informação a ser partilhada deve ser previamente tratada de forma a evitar excesso de informação ou transmissão de informação considerada inútil desmotivando ou saturando o funcionário.
É uma técnica cuja produção de resultados é demorada o que por vezes, pode levar algumas empresas, na busca de resultados imediatos, a desistir do decorrer do processo.
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Marketing Olfactivo
8 12 2008
Marketing Olfactivo é uma ferramenta de marketing que se serve da aromatização de ambientes e/ou produtos para atrair, através do olfacto, o interesse do consumidor.
Segundo Ester Perez ( Formada em Marketing e especializada em Marketing Olfativo), “Os clientes podem sofrer forte impacto pelos aromas, visto que quando inspiram, as moléculas afectam as frequências das ondas do hemisfério direito do cérebro, responsável pelas emoções.”
Desta forma, produto fica ligado às emoções agradáveis produzidas pelos efeitos do aroma.
A aromatização de produtos, cartões-de-visita, espaços comerciais, salas de reuniões, exposições ou hotéis são algumas das aplicações do Marketing Olfactivo
A nível internacional, esta técnica tem sido adoptada por marcas conceituadas. A Sony é um desses exemplos tendo optado por difundir nas suas lojas aromas de baunilha e tangerina. Também a Samsung está também a experimentar nas suas lojas vaporizadores de fragrâncias com o objectivo de reter o cliente por um maior período de tempo.
Também a cadeia de hotéis Sheraton segui esta tendência optando pelos aromas de jasmim, cravinho e figo na suas unidades hoteleiras com o objectivo de fidelização dos seus clientes.
Em algumas experiências já efectuadas verificaram-se visíveis resultados com a aplicação desta técnica de marketing:
No casino do Hotel Hilton, de Las Vegas, comparou-se quantidade de dinheiro apostado em três áreas diferentes, durante três fins-de-semana e constatou-se que com a introdução da fragrância certa, de aroma estimulante de confiança, as apostas cresceram 45,1% e quando aumentada a intensidade da fragrância, 53%.
Outra experiência foi efectuada pela Nike que testou um mesmo modelo de calçado, colocando-o em duas salas com a mesma ambientação, porém uma com aroma floral e outra neutra. O resultado foi que 84% das pessoas disseram ter gostado mais do calçado da sala perfumada. Prevê-se que futuramente ginásios, hospitais, transportes publicos poderão ser outros locais onde se pode aplicar a aromatização. No caso dos hospitais, está actualmente a ser estudado um aroma que servirá para tranquilizar os doentes.
Também os anúncios perfumados são uma técnica bastante utilizada na indústria de perfumes onde muitos perfumes são lançados com a colocação da aroma no anúncio. Revelam estudos efectuados que há um retorno de 20% a mais nas vendas dos produtos publicitados desta forma.
(Fonte: www.dn.sapo.pt/2006/11/29/economia/seduzir_consumidores_marketing_olfac.html)
Já a nível nacional, também o Casino Lisboa, atento às últimas tendências do marketing internacional, procedeu à instalação de um sistema de aromatização de espaços que permite aos seus visitantes sentir um agradável aroma perfumado nos seus diversos espaços. Esta tecnologia permite ainda a inibição de odores desagradáveis, como por, o tabaco.
Tal sistema consiste na acoplação, junto às condutas de insuflação de ar, de equipamentos especiais que injectam os aromas no sistema de ventilação do Casino Lisboa, sendo, então, dispersos por todos os seus espaços. Outra inovação introduzida no Casino Lisboa, prende-se com a utilização de aromas diferentes consoante os espaços em que o visitante se encontra. Na generalidade dos espaços públicos, estará presente o aroma Sensual D – um aroma jovem, urbano e surpreendente que pretende o reforço da identidade da marca Casino Lisboa junto do seu público alvo, tendencialmente jovem e em linha com as experiências de animação e entretenimento propostas; a excepção ocorre na Sala de Jogos Tradicionais, onde se sentirá no ar o aroma “Vanilla Cigars”, que se caracteriza por conferir ao espaço um ambiente de exclusividade e diferenciação.
Também no Casino do Estoril está a ser implementada esta tecnologia. Esta tecnologia, apesar de inovadora na sua utilização em Portugal, como já vimos é já utilizada nos maiores e mais modernos espaços de entretenimento e lazer.
(Fonte: www.turisver.com/article.php?id=30702)
Julgo que esta técnica terá enormes vantagens na criação de empatia e bem estar do consumidor nos espaços e com os produtos, tendo no entanto uma forte condicionante que é, e uma vez que falamos no aproveitamento de um dos sentidos, neste caso o olfacto, uma multiplicidade de opiniões, gostos e sentidos, podendo desta forma produzir resultados inversos ao espectável.
Vantagens:
Diferenciação face aos concorrentes.
Fidelização do consumidor face à marca/empresa causada pela memorização a longo prazo das sensações geradas pela mesma.
Bem-estar do consumidor no ponto de venda, o que leva o mesmo a permanecer no local mais tempo, desperto para eventuais acções a decorrer que poderão traduzir-se em aumento de vendas.
Desvantagens:
È necessário adequar os sentidos a que a marca pretende apelar de forma ponderada e devidamente enquadrada com o consumidor que pretende atingir.
Dada a multiplicidade de sensações possíveis, também será enorme a hipótese de erro. Isto é, será muito difícil conseguir criar sensações que agradem à totalidade dos consumidores, logo vulneráveis ao erro.
Uma campanha mal executada poderá traduzir-se num inevitável revés ao esperado inicialmente.
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